A maximização dos ganhos no agronegócio também pode atrelar o planejamento à cooperação por meio de instituições financeiras como o Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi). De acordo com o gerente de desenvolvimento de negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Adilson Félix de Sá, a entidade vem fazendo um trabalho de sensibilização do produtor para ampliar a visão na hora buscar a melhor rentabilidade financeira para sua produção com investimentos de baixo risco como poupança e renda fixa.

"Os juros pagos no Brasil em aplicações conservadoras são muito bons e, por vezes, cobrem um eventual ganho que o produtor pensa em ter ao estocar a produção para a guardar um preço melhor. Tem produtor com três sacas de soja armazenadas esperando por um preço ainda melhor. Certamente, ele está tendo prejuízo na comparação com o resultado financeiro que ele poderia obter se tivesse vendido assim que colheu e aplicado o capital na renda fixa", defende.

"A primeira pergunta que o produtor tem de que se fazer ao decidir segurar a produção no silo, é se o preço pode valorizar mais do que 14% ao ano, que é o ganho básico dos juros no Brasil", recomenda, dizendo que essa mudança de mentalidade se faz necessária para quem visa ganhos melhores. "O produtor tem um perfil muito conservador quando o assunto é investir seu dinheiro em algum produto bancário, mas esquece que a operação dele no mercado físico, segurando a produção para vender em uma eventual melhora de preço é ainda mais arrojada e arriscada, só que ele está acostumado com essa prática", compara. (M.M.)

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