Êxodo rural
Hoje o grande problema mundial é o desemprego e o Brasil não escapa do fenômeno, afirmou o Ministro Almir Pazzianoto, durante palestra a produtores, na exposição de Londrina. O êxodo rural, segundo ele, é um dos causadores do alto índice de desemprego no País e dos conflitos de trabalhistas, invasões de terras, entre outros.
Em 1940, por exemplo, a população brasileira era de 41 milhões e 236 mil, sendo que 28.356 milhões de pessoas estavam na zona rural e, o restante, 12.880 milhões era de população urbana. Sessenta e oito por cento das pessoas estavam no campo e 31% nas cidades.
Em 1960 o número de habitantes do Brasil havia aumentado para 70 milhões. Quarenta e quatro por cento já estavam na cidade e 55% ainda permaneciam no meio rural. Em 1963 foi criado o Estatuto do Trabalhador Rural. Em 1970 a população no campo caiu para 44% e quase 56% já estavam na cidade. Em 1996 a população total do Brasil era de 154 milhões de habitantes; hoje o número está entre 159/160 milhões e, apenas 20% deste total ainda permanece na zona rural. Na perspectiva de que a migração continue na mesma velocidade, no ano 2010 apenas 6% a 7% da população brasileira ainda estarão no campo.
Distribuição é distintaAinda segundo o Ministro, a distribuição da população no meio rural é diferente de um Estado para outro. Em São Paulo, por exemplo, a população rural é de 10%. No Nordeste o índice é de 30%. No Norte, não se sabe porque, o recenseamento é apenas urbano.
Pazzianoto acredita que, em decorrência do êxodo e do desemprego, o País passa por três grandes dificuldades. Primeiro a área territorial é muito grande. Não há nenhum país, com exceção dos Estados Unidos, com grande área que consiga sustentar produção e modernização. Há também uma população de 169 milhões de habitantes, em rápido crescimento. Em 15 anos o Brasil cresceu o correspondente à população do Canadá, por exemplo, que permaneceu estável; ou o equivalente à velocidade de uma Singapura ou meia Bolívia por ano.
No País não se tem crescimento econômico capaz de acompanhar o crescimento da população e, além disto, a distribuição do trabalho é desigual, continuou o Ministro. Segundo ele, o Brasil tem 123 milhões de pessoas com idade superior aos 10 anos; 73 milhões ativamente econômicas e 6 milhões de desempregados. Os dados são parciais, baseados numa pesquisa realizada em seis grandes capitais brasileiras, avisa Pazzianoto. E ainda existe uma população de 50 milhões e meio de pessoas não-ativas economicamente. Aumentam o contingente dos desempregados as pessoas que estão perdendo espaço no mercado de trabalho e para as quais não há chances de retorno.





