A adoção da tecnologia requer algumas condições. ''É importante o uso de sêmen de qualidade'', enfatiza Celso Koetz. A alimentação das fêmeas é outro fator a ser considerado. Segundo o especialista, se o animal não estiver bem nutrido, a inseminação pode não dar resultado.
Márcio de Oliveira Marques destaca também a necessidade de qualificar os trabalhadores a realizar o procedimento, além da assistência do médico-veterinário. ''O produtor tem que se atentar ao esquema sanitário da propriedade, à estrutura física adequada, como curral e brete'', afirma. É preciso ainda, ajustar o protocolo às condições e demandas da propriedade.
No caso do gado leiteiro a IATF também traz vantagens. A inseminação programada permite aumento da produtividade porque os partos podem ocorrer no inverno e primavera, época ideal para a produção de leite. Carlos Alberto Rodrigues, especialista em iseminação artificial em gado de leite de São Carlos (SP), afirma que o principal ganho é alto índice de prenhez das fêmeas. ''A vaca de leite não tem problemas com cio, elas geralmente ciclam cedo. A IATF aumenta a chance de fertilização'', diz.(R.C.)

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