Exigências de um manejo agroecológico
Para produzir o algodão orgânico é preciso cumprir as exigências da empresa certificadora da produção. O solo tem que estar livre de pesticidas por pelo menos três anos antes da primeira colheita, informa Marcus de Oliveira.
No manejo é feita a catação do botão floral para verificar o ataque do bicudo e utilizada isca com feromônio, para atrair os insetos para as bordaduras das lavouras.
A lavoura é plantada em consórcio com milho, feijão, leucena, fava ou guandu, o que, segundo o agrônomo, aumenta a biodiversidade da área e reduz problemas com pragas. Essas lavouras também representam fonte de renda e colaboram para a ''produção dos inimigos naturais''.
O controle biológico é feito com o trichogrammma, um inseto desenvolvido em laboratório, para controle de insetos predadores, principalmente o curuquerê. O algodão é pulverizado com folhas de nim diluídas em água. O manejo serve como repelente de lagartas e mosca branca. Outro manejo é distribuir adubo orgânico proveniente de esterco bovino.
O apelo da produção chamada de agroecológica pelos técnicos não é só econômico, mas importante na questão ambiental e na própria vida dos agricultores que não correm riscos no manuseio do veneno, garante o agrônomo Marcus Oliveira.
Dificuldades
No sistema orgânico ou convencional do algodão uma das maiores dificuldades está no custo da mão-de-obra. Do custo total de produção do orgânico produzido em Tauá, estimado em R$ 480,00/ha, cerca de R$ 350,00 são para o pagamento dos trabalhadores, principalmente na época da catação, pulverização e colheita.
No cultivo convencional, segundo dados da Secretaria de Agricultura do Paraná, na safra passada, o custo de produção ficou em R$ 1.893,00/ha, desses R$ 500,80 foram gastos com a mão-de-obra.
Serviço:
Para outras informações sobre a produção do algodão orgânico no Ceará pode-se entrar em contato com a ONG Esplar, que auxilia o grupo de produtores de Tauá. Os telefones são: (85)252-2410/(88)437-2044. O e-mail é: [email protected].





