Exigência érastrear da fazenda até a indústria
Por parte da União Européia, segundo Antenor Nogueira da CNA, num primeiro momento a exigência será a de que aquela carne que está se comprando é proveniente de um animal que nasceu no Brasil, foi criado, terminado e abatido dentro de território brasileiro.
Nogueira acredita que a União Européia deverá aceitar, numa primeira etapa, que essa rastreabilidade possa ser feita por lotes de animais e não por carcaças individualmente. Devido a extensão do País haveriam maiores contratempos em realizar o trabalho com indivíduos.
A adesão ao Sistema, explica Nogueira, será voluntária por enquanto. Haverá um credenciamento das propriedades interessadas, através de empresas certificadoras a exemplo que está sendo feito na produção de orgânicos. De acordo com Nogueira essa certificação poderá ser feita por entidades de classe, como sindicatos e federações de agricultura ou associações de raças.
Nogueira alerta no entanto que de forma alguma a rastreabilidade vai substituir as Guias de Trânsito Animal (GTAs), que continuarão sendo uma exigência dos órgãos de sanidade do governo. Alerta também que a rastreabilidade não é uma tecnologia que deverá e poderá ser implantanda de uma hora para outra, são necessários investimentos com a empresa certificadora, com a identificação de animais, coleta de dados e transmissão dessas informações. (C.B.)





