A procura de verduras, legumes e frutas costuma aumentar no final de ano para o preparo das ceias de Natal e Ano Novo. Este ano alguns destes produtos vão chegar na mesa do consumidor com preços 30% mais alto. O motivo são as chuvas que prejudicaram a produção provocando uma queda na produtividade regional de 90 toneladas.
Na Ceasa de Londrina são comercializadas no total 600 toneladas/mês oriundas de diversos estados. Legumes, verduras e frutas produzidas na região norte do Paraná correspondem a 300 t/mês. ''O excesso de chuva prejudicou esta produção que teve uma queda na produtividade de 30%'', explica o presidente da Associação Representativa de Usuários da Ceasa de Londrina (Arucel), Clóvis Tsuzaki.
A perspectiva de recuperação está relacionada com a melhora do clima, segundo o presidente da Arucel. Se as chuvas pararem é possível recuperar a produtividade em 10, 15 dias.
Tsuzaki afirma que apesar da queda de produtividade não haverá problema de abastecimento. ''Nestes casos nós vamos buscar os produtos que estão faltando em outros estados''. No entanto eles chegarão mais caros para o consumidor. Entre eles estão: vagem, couve-flor, pepino, repolho e outros.
O presidente da Arucel ressalta que aqueles produtos que não sofreram com a chuva, como o tomate, estão com o preço estável.
Na região de Curitiba a realidade é diferente. Segundo João Batista Perusso Veiga, analista de comercialização da Ceasa de Curitiba, nesta época do ano o consumo cai um pouco em função do calor, mas a produção aumenta. A diferença entre oferta e demanda provoca uma perda de produtos entre 7% e 8%.
Os preços no atacado continuam estáveis, segundo Veiga. ''Na terça-feira houve variação de preços apenas em cinco produtos, mas no dia seguinte três já tinham abaixado''.
Ele afirma que nos supermercado os preços têm aumentado sem justificativa.
''A produção é boa, o clima tem ajudado (chove no fim do dia e faz sol durante o dia o ideal para a planta)''.

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