Exame de admissão é rigoroso
Em determinadas raças, os critérios adotados para que os animais ao menos possam entrar na pista de julgamento já são rígidos. A Associação Brasileira de Criadores de Angus (ABA), exige, por exemplo, que os animais tenham um peso mínimo, determinada circunferência do saco escrotal (machos) e, para ambos os sexos, são exigidas as provas do potencial reprodutivo dos animais.
O veterinário Antônio Francisco Chaves Neto, técnico da ABA e do Núcleo Paranaense de Criadores de Angus, foi o reponsável pela admissão dos 200 animais da raça que irão a julgamento na Exposição. Ele enumera seis exigências básicas do animal: um peso mínimo de acordo com a idade, registro genealógico, altura padrão do posterior (garupa), dentição do animal conferida para se checar a idade que foi declarada, circunferência escrotal e, em todos os casos, exige-se a comprovação da precocidade sexual do animal característica marcante da raça. No caso de macho acima de 18 meses, exigimos atestado do exame andrológico, que vai certificar se ele já está apto para reprodução, afirma Neto.
Já as fêmeas com mais de 20 meses têm que estar com bezerro no pé ou prenhez positiva (neste caso, é feito um exame de ultrassom para confirmação) ou ainda o criador precisa apresentar um laudo de coleta de embriões na vaca nos últimos 120 dias. Caso ela já tenha parido, o parto precisa ter ocorrido antes de 34 meses de vida.
Depois do crivo, começa o julgamento. No caso do Angus, o juiz este ano será o norte-americano Randy Daniel, convidado pela ABA. Seus olhos estarão atentos aos animais que apresentarem os seguintes aspectos: boa cobertura muscular e aprumos, boa profundidade corporal (arqueamento de costela), prepúcio pequeno e boa circunferência escrotal no caso do macho. No caso da fêmea, são outras características as procuradas. (J.K.)





