Evolução inclui redução de combustíveis
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sexta-feira, 07 de maio de 2004
Cláudia Barberato<br>De Ribeirão Preto (SP) 
Motores mais potentes e duráveis, com menor consumo de combustíveis e menos poluentes. A exigência de mercado, em busca de produtividade, fez com que as indústrias de motores desenvolvessem os chamados modelos turbos, diferente dos antigos aspirados, de menor potência e que liberavam maior número de contaminantes na atmosfera.
Nos últimos 30 anos, acompanhando desenvolvimento e modernização da frota de máquinas agrícolas, novos modelos de motores foram desenvolvidos para reduzir em 40% o consumo de combustível e as emissões de poluentes, além de um aumento de durabilidade que beira os 300%. Hoje um motor do mesmo tamanho mas de maior potencial dura três vezes mais do que um mesmo modelo usado na década de 70.
Tem gente que escolhe o trator ou a colheitadeira pela marca do motor. Ele representa o coração da máquina, garante Luís Pasquoto, diretor de marketing da Cummins, empresa que fabrica motores agrícolas para algumas indústrias de tratores e colheitadeiras instaladas no Brasil como a Case e a Agco (da marca Massey Fergunson).
Para ele, o próximo passo da indústria é transformar a maioria dos compenentes mecânicos do motor em eletrônicos, com sensores, por exemplo, capazes de dosar apenas o combustível essencial para o bom funcionamento da máquina, reduzindo ainda mais o consumo. Modelos que emitam sinais ao operador avisando a melhor hora de reduzir ou aumentar a potência.
A evolução é tão rápida, avalia Pasquotto, que já existem programas ligados ao funcionamento do motor que avisam a hora de trocar o óleo ou permitem o uso de 10 mil horas da máquina sem a troca, o que representa uma safra.


