Quinhentos técnicos do Paraná e também de estados vizinhos são esperados no dia 15, na Exposição, para a realização do fórum regional ‘‘Paraná - 10 anos sem febre aftosa: uma conquista de todos’’. O evento acontecerá no auditório Milton Alcover e a promoção é do Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa), órgão ligado à Secretaria da Agricultura (Seab), mas formado por 35 entidades representativas do setor. O secretário-executivo do Conesa, Silmar Bürer, ressalta que a certificação do Estado como área livre de aftosa, em 95, foi resultado de um esforço árduo de vários entidades ao longo de mais de 30 anos. E o reconhecimento oficial da OIE (Organização Internacional de Saúde Animal), em 2000, é que alavancou o agronegócio paranaense. ‘‘A importância do reconhecimento de área livre de aftosa transcende as exportações ligadas à pecuária, porque uma região onde ainda há registro da doença tem mercado fechado para exportar suas frutas e grãos’’, observa Bürer.
O investimento feito em vacinação do gado paranaense desde 1960 foi vultoso, mas os resultados estão compensando o aporte, afirma Bürer. ‘‘Sabemos que é um programa caro. Para se ter uma idéia, os produtores gastam todo ano US$ 12 milhões somente com vacinas. Mas o retorno vem sendo extraordinário, porque o selo de Estado livre da aftosa permitiu que nossos produtos agropecuários estejam hoje sendo exportados para 120 países’’. Ele cita que existem hoje no Paraná 215 mil propriedades de pecuária cadastradas e que os índices de rebanho imunizado são superirores a 98%. A primeira fase de vacinação iniciará em maio e a segunda, em novembro.
Além da vacinação do rebanho, o Conesa mantém uma vigilância férrea nas divisas com outros estados e países para não entrem animais contaminados. ‘‘Mas é importante também que os nossos vizinhos estejam todos sem a febre para que consigamos a certificação de uma região maior livre de aftosa. No ano passado, por exemplo, devido a casos de aftosa no Pará e no Amazonas, a Rússia embargou a entrada de carne suína produzida aqui no Sul do Brasil e isso nos prejudicou’’, cita Bürer.

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