Estufas são território feminino
O Norte Pioneiro caracteriza-se pela intensa participação feminina no trabalho de olericultura em estufa. O agrônomo Maurício Castro Alves, da Emater, disse que, na maioria das vezes, a mulher é responsável pelo manejo da estufa.
O gerente regional da Emater, Walter Jark Filho, discorda que na região a olericultura seja território da mulher e atribui o manejo adequado ao esforço das famílias. Mas confessa que as estufas conduzidas por mulheres funcionam melhor.
As mulheres confirmam que a estufa é ''território feminino''. Segundo elas, os homens têm outros afazeres. Elas também explicam que a função do homem, normalmente, se restringe à aplicação de veneno.
Em Santo Antônio da Platina a agricultora, Inês de Oliveira Branco, disse que além de cuidar do manejo, ainda faz a muda e o plantio nas estufas. Ela acredita que a estufa passou a fazer parte das responsabilidades da mulher na propriedade.
A olericultora Maria de Fátima de Souza atribui a hegemonia feminina ao fato de que as casas são muito próximas das estufas e ao maior cuidado e zelo das mulheres na lida.
Outra produtora, Marlei Aparecida Juliano Moraes, disse que em sua propriedade é responsável há 10 anos por todo o manejo da estufa. (B.T.).





