Estudo pode comprovar novas espécies
Curitiba - A possível descoberta de uma nova espécie de jundiá ficará mais próxima de ser afirmada assim que o Museu de História Natural do Capão da Imbuia concluir o confronto morfológico com outras espécies, ao descrever a avaliação biológica do ''jundiá diferenciado''. ''Dentro do escopo da biodiversidade a riqueza é maior do que a esperada, parece que temos mais uma espécie de bagre, mas precisamos de mais estudos que confirmem isso'', disse o biólogo Vinícius Abilhôa, à frente de uma série de estudos sobre a Bacia do Alto Iguaçu, há mais de uma década.
De fato, parece que há muito o que ser estudado na bacia, visto que as pesquisas desenvolvidas (ou em parceria) pelo Museu, na região, vêm levantando espécies de peixes desconhecidas: duas espécies de cascudo, uma de lambari e uma de bagre já tiveram - ou estão em vias de serem apresentados - trabalhos de pesquisa descritos em revista científica, com o nome da nova espécie. Cabe ao Museu, que tem um convênio com a PUC-PR, realizar um braço do projeto, que é analisar e catalogar o material coletado, mensalmente, nos reservatórios do Passaúna, Iraí e Piraquara.
''Monitoramos, durante um ano, os três reservatórios para coletar um grande número de exemplares dos respectivos ecossistemas aquáticos. Em cima disso estamos fazendo um estudo da ecologia (alimentação, relação entre as espécies, reprodução, etc.), sobre a composição e a estrutura da ictiofauna desses ambientes que são artificiais. Agora focamos na conclusão dos relatórios que vai demandar um certo tempo'', disse Abilhôa, contando que o Passaúna é o que apresenta a maior quantidade de espécies exóticas e que os três possuem ecossistemas distintos, apesar de ictiofauna semelhante.
''Só é possível manejar aquilo que se conhece, por isso a importância desse projeto. Esses estudos servirão de amostragens para futuras estratégias de manejo da bacia. Além do que o Brasil é signatário de tratados internacionais de biodiversidade que prevê substituir a criação de espécies exóticas por nativas'', lembra Vinícius Abilhôa. (F.G.)





