Estudo avalia resistência à broca
Além das novas cultivares resistentes a pragas e doenças, a pesquisa de café tem investido em técnicas de manejo que viabilizem a cultura tanto na propriedade familiar quanto em grandes áreas. Uma dessas avaliações é quanto ao espaçamento da plantas. De acordo com Sera, as distâncias levam em conta o sistema de manejo permitido pelo tamanho da propriedade: manual, mecanização parcial e completa. Entre as variedades estudadas estão plantas de pequeno, médio e grande porte.
O estudo avalia ainda três níveis de adubação: 100% orgânica; orgânica completa com 50% de adubação química; e as dosagens completas de adubação orgânica e química. A conclusão dos testes deve ficar pronta em cinco anos. Saberemos com exatidão quais variedades e tipos de manejo ideais para o qualquer tamanho de propriedade, afirma Tumoru Sera.
Outra novidade da pesquisa do café no Iapar está na descoberta de fontes de resistência genética à broca do café. O besourinho, batizado cientificamente por Hypothenemus hampei, é uma das principais pragas da cafeicultura brasileira, provocando perdas na produção e na qualidade da bebida.
O estudo foi realizado no ano passado pelo bolsista Gustavo Hiroshi Sera, mestrando em Genética pela UEL, em sete diferentes espécies de café do banco de germoplasma do Iapar. As espécies Coffea eugenioides, Coffea kapakata e Psilanthus bengalensis se revelaram como importantes fontes de resistência à broca. Os dois primeiros podem apresentar substâncias repelentes na casca. Já no Psilanthus bengalensis as substâncias podem estar também no grão.
É necessário, de acordo com Gustavo Sera, transferir os genes destes três genótipos para as cultivares comerciais. Estes três genótipos precisam ser analisados em ítens como: as substâncias voláteis; o uso dos genes de resistência para realizar transgenia; o uso das substâncias antagônicas como inseticidas ou repelentes botânicos, a possibilidade de usar genótipos mais atrativos em armadilhas de broca e a taxa de reprodução da broca. (C.G.)





