Assim como um jornal não funciona sem sua gráfica, um hospital não cumpre sua finalidade sem seus ambulatórios, uma cooperativa depende de suas Unidades de Recebimento (UR). São nelas que os produtores depositam suas colheitas. São elas que representam a funcionalidade de uma cooperativa. E a Integrada, ao longo de sua história, estabeleceu como prioridade a ampliação e a melhoria de seus armazéns. ''Nosso objetivo era o de consolidar o trabalho em nossas regiões de atuação, construindo novas unidades para facilitar a entrega e atender a produção crescente dos nossos cooperados'', explicou o superintendente Jorge Hashimoto.
Os planos foram cumpridos à risca. Hoje, a Integrada possui 49 unidades de recebimento, facilitando o trabalho de seus produtores e encurtando a entrega da colheita. A capacidade estática dos armazéns quase triplicou em 10 anos, pulando de 262,6 mil toneladas em 1996 para 630,3 mil toneladas neste ano.
''Investimos na ampliação das unidades de recebimento para facilitar o trabalho de nossos cooperados e reduzir também os custos de produção. Com unidades mais próximas, os gastos com frete e os desperdícios durante o transporte são menores'', argumenta Luiz Yamashita, gerente comercial.
Jorge Hashimoto explica que cada unidade de recebimento possui um tombador para decarga rápida, uma sala de classificação e um recebedor. ''O tamanho da estrutura varia conforme a produção da região e o escoamento ocorre de acordo com as vendas dos cooperados'', completa.
Em 1998, a Cooperativa Integrada construiu sua primeira UR, em Quarto Centenário (100 km a oeste de Campo Mourão) que recebeu o nome do produtor Minoru Kamiguchi, considerado o idealizador da Cooperativa Integrada. Desde a sua fundação, a Integrada contava com apenas 14 unidades arrendadas. De lá pra cá, a expansão, na avaliação dos diretores, é considerada significativa.
Para o diretor Katsumi Sergio Otaguiri, a armazenagem ainda é um dos principais gargalos da cooperativa. Entretanto, um projeto de logística, realizado em parceria com indústrias multinacionais, diminui os problemas com armazenamento em épocas de entrega de safra. ''Guardamos a produção nos silos das multinacionais e o escoamento ocorre conforme as vendas'' explica o diretor. Segundo ele, quando a situação aperta, a cooperativa aluga armazéns.
De acordo com o superintendente da Integrada, Jorge Hashimoto, a cooperativa tem planos, a longo prazo, de ampliar em mais 100 mil toneladas a capacidade de recebimento de grãos.

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