A estratégia de plantio utilizada pelo produtor de grãos Ademar Uemura, de Mauá da Serra, vai acabar sendo fundamental para sua rentabilidade nesta safra. Ele plantou 300 hectares de milho em outubro, não apenas pensando no retorno financeiro, mas sim embasado na importância da rotação de culturas.
Há 18 anos, Uemura planta milho e soja e nesta safra vai sentir o benefício no bolso com as duas cultivares. ''Vou começar a colher o milho em duas semanas. Nem sempre acontece o aumento nos preços, então temos que aproveitar esse momento favorável. O maior valor que recebi em todo esse tempo foi de R$ 25 a saca'', relembra o produtor.
Ademar ainda não sabe qual deve ser exatamente a produtividade, mas espera que seja superior à última colheita. Na safra 2009/2010, sua produção ficou em torno de 140 sacas por hectare. ''Se conseguir algo próximo a 160 sacas por hectare ficaria bem satisfeito. Só gostaria que tivesse havido um pouco mais de luminosidade, para melhor enchimento do grão, o que ajuda na sua pesagem final'', relata ele, que investe por volta de R$ 1,5 mil por hectare no plantio.
Para Irineu Baptista, gerente técnico da cooperativa Integrada, a estratégia de rotação de culturas é fundamental. A ação evita problemas com pragas e incrementa a matéria orgânica do solo. ''Um sistema de produção deve ser pensado a longo prazo. Além disso, se o produtor planta apenas uma cultura, caso ocorra algum problema em relação ao clima ou até preços, o prejuízo pode ser ainda maior'', comenta Irineu.
Já Pedro Chioga, pesquisador do Iapar, fala sobre a importância do plantio do milho dentro da época recomendada. ''O atraso no plantio faz com que a produção fique comprometida e o rendimento do agricultor vá diminuindo. Além disso, o milho é fundamental para a eficiência do plantio direto, devido ao grande volume de palha que ele deixa no solo''. (V.L)

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