A queda na produção nacional de milho não deve prejudicar a produção no Paraná. Segundo Domingos Martins, presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Avícolas (Sindiavipar), a safra 2007/08 garantiu ‘‘estoques de suporte’’, caso a produção deste ano seja pequena. No entanto, a avaliação é que na safrinha a produção seja recuperada. Anualmente, todas as criações animais do Brasil consomem cerca de 32 mil toneladas de milho.
  O Paraná tem o maior plantel de aves do País, cerca de 100 mil aves alojadas. Os frigoríficos trabalham com quatro formulações de rações para aves mas, em média, a composição física leva 65% de milho e 32% de soja. Mas nem por isso há expectativa para aumento de preços. ‘‘Não acreditamos em aumentos, o preço da saca está se consolidando na casa dos R$ 19, o que remunera relativamente bem os produtores’’, avalia Martins. A maior parte da produção estadual é destinada ao mercado interno, mas ele diz que este cenário está mudando.
  ‘‘Estamos em um empate técnico com Santa Catarina nas exportações, mas as projeções indicam que vamos terminar este ano com mais vendas externas’’, comenta o presidente do Sindiavipar. Segundo ele, o Estado está registrando mais abates, inclusive, de aves de maior peso. As indústrias optaram pela criação de aves mais pesadas para atender nichos de mercado específicos para exportações, que privilegia mais porcionamentos e cortes especiais. (F.M.)

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