Estímulo para continuar na atividade
Há oito anos Mario do Carmo começou a produzir leite em sua propriedade de um pouco mais de 14 hectares no município de Cianorte (Noroeste). Quando iniciou a atividade, o pecuarista tinha pouca ou quase nenhuma experiência nesse setor. Naquela época, ele conta que tinha apenas duas fêmeas, cuja capacidade de produção de cada animal não passava de cinco litros por dia. Hoje, possui um plantel de 25 cabeças, com animais que chegam a produzir até 38 litros/dia, com média total do rebanho de 16 litros/animal/dia.
A evolução na propriedade de Carmo se deu graças ao apoio da assistência técnica. "Antes de aderir ao programa Leite Arenito Caiuá, cheguei a ter vontade de parar com a atividade pela dificuldade de manter uma boa alimentação para os animais", desabafa. O criador conta que queria saber o que estava fazendo de errado porque não via resultados. Ele lembra que na primeira visita de um engenheiro agrônomo à sua propriedade já foi realizado a análise de solo. Com as devidas orientações, o produtor começou a fazer o manejo adequado com adubo nos pastos e também na área de produção de milho, usada para alimentar o rebanho.
Segundo Carmo, os técnicos não obrigam os produtores a realizar altos investimentos, só fazer o que está ao alcance. "Pensei na época: ou vou para frente ou paro com o negócio", lembra. Com a assistência técnica, o produtor aprendeu a adotar regras simples que começaram a dar resultados. Depois da análise de solo, foi orientado a formar piquetes, já que "antes apenas juntava o gado em uma mesma área e deixava lá", recorda. Depois de construídos os lotes, Carmo viu uma melhora significativa na qualidade no pasto apenas com adubação e descanso do pasto. "As vacas começaram a engordar, a quantidade de leite aumentou e os cios regularizaram", completa o produtor.
Com o apoio do veterinário contratado pelo projeto, cada animal da propriedade passou a ter uma tabela com a combinação específica de quantidade de farelo de soja ou milho, sal mineral, calcário e bicarbonato de sódio para a ração. Isso garantiu e vem garantindo - que cada fêmea tivesse todas as suas necessidades nutricionais supridas. Para não ter erro na hora de compor a ração de cada fêmea, Carmo possui uma planilha com o nome de cada vaca e sua devida combinação nutricional fixada na parede no local onde realiza a ordenha.
Todos os dias, o produtor prepara a ração na hora que começa a ordena, a partir das 5 horas da manhã. Antes de aderir ao programa Leite Arenito Caiuá, o criador coletava 180 litros de leite por dia. Hoje, esse volume saltou para 300 litros/dia. Além de aumentar o volume, ele também percebeu uma melhoria na qualidade do produto, que é comercializado na Lactonorte, laticínio que apoia o programa. Os custos dos dois técnicos, que auxiliam Mario, são divididos entre a empresa e o produtor. "Agora não penso mais em parar, só investir", completa.(R.M.)





