Naquelas áreas, em 23 municípios dos três Estados, serão experimentadas sementes desenvolvidas pela Embrapa-Soja, sediada em Londrina. A localização das áreas foi escolhida devido à variação de clima e solo. Nelas serão aplicados os trabalhos de campo, por profissionais e estrutura fornecidos pela Fundação Meridional, entidade de desenvolvimento agropecuário com que a Embrapa firmará convênio de cooperação técnica.
A Fundação Meridional é a mais reprsentativa corporação do segmento de sementes de soja no País. A Fundação tem 61 integrantes, que são responsáveis por 37,5% da produção brasileira e respondem por 94% da sementes de soja produzidas nos três Estados.
Para o convênio com a Embrapa, a Fundação Meridional prevê invedstimento inicial de R$1 milhão ao ano. Este valor será empregado em testes com 50 mil progênies e na avaliação de 5 mil linhagens de sementes. O trabalho também envolverá 132 profissionais, entre pesquisadores, engenheiros-agrônomos, técnicos agrícolas e trabalhadores rurais.
‘‘Todo esse aparato de profissionais e material será fornecido pela Fundação Meridional paara as necessidades da Embrapa, que poderá aplicar em campo suas pesquisas com recursos humanos e orçamentários da iniciativa privada. Isso vai possibilitar resultados mais efeftivos do que aqueles que vêm sendo gerados pela estrutura de pesquisa oficial do Governo e seus limitados recursos’’, explica o presidente da Fundação Meridional, Geraldo Fróes, de Londrina.
As 23 áreas para experimentação de sementes servirão como ‘‘vitrines de tecnologia’’, com pequenas lavouras onde serão rergistrados o avanço genético das variedades, as inovações tecnológicos do manejo fitossanitário, do manejo de pragas, do manejo de plantas daninhas, da fertilidade do solo, do manejo cultural e dos equipamentos de plantio, pulverização e colheita.
A Fundação Meridional, com sede em Londrina, é formada por empresas e entidades de São paulo, Paraná e Santa Catarina, incluindo pequenos e grandes produtores de sementes. ‘‘Só não fazem parte da Fundação Meridional organismos que já possuem estrutura de pesquisa’’, explica Fróes.
No Paraná, os pontos de experimentação serão instalados em Londrina, Campo Mourão, Cascavel, Maringá, Umuarama, Ponta Grossa, Guaíra, Palotina, Luiziana, Tibagi, Guarapuava, Castro, Mangueirinha e Cambará. Em São Paulo: Batatais, Morro Agudo, Guaíra, Pirassununga, Ibirarema e Pedrinhas Paulista. Santa Catarina: Mafra, Abelardo Luz e Campos Novos.

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