Um dos primeiros a assinar para receber os recursos do Pacto Nacional pela Gestão das Águas, o secretário do Meio Ambiente do Paraná, Luiz Eduardo Cheida, avalia o Progestão como fundamental para equalizar as políticas públicas do Estado com o plano nacional. "Isso é muito importante, porque na maioria das vezes o município tem uma política para o assunto, o estado tem outra e a União uma terceira. Esse enorme desencontro traz iminentes prejuízos para o meio ambiente", relata o secretário.
Cheida explica que a ação da Agência Nacional das Águas (ANA) tem uma política definida e o Paraná está em pleno acordo com ela. "A malha hídrica do Estado é uma das maiores do Brasil, perdendo apenas para alguns estados da região Norte. Temos água e solo muito férteis, o que é bom para a natureza, para biodiversidade e também para os processos produtivos", avalia.
Trabalhando em conjunto com a ANA, Cheida acredita que os recursos financeiros não serão desperdiçados. Ele comenta que a equipe da agência esteve no Estado há pouco mais de 40 dias já para discutir as metas de trabalho. No próximo dia 23 de setembro, o presidente da ANA, Vicente Andreu Guillo, vem até o Estado assinar o documento com as metas estabelecidas e para discutir acerca dos treinamentos.
Para o secretário, a preocupação maior do Estado são as bacias hidrográficas urbanas, que possuem sérios problemas, ainda pouco discutidos. "A segunda questão é a poluição difusa que temos no Paraná, principalmente pelo uso de agrotóxicos. A Sanepar, por exemplo, não possui nenhum tratamento que tire esse tipo de produto da água que bebemos. Várias das ações que iremos tomar são pertinentes ao Plano Estadual de Recursos Hídricos, com a implementação dos planos para cada uma das nossas 16 bacias hidrográficas."
O engenheiro agrônomo Urumar João Bertol, que coordena o Programa de Microbacias do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), explica que a ação abrange outros projetos. O trabalho, que deve iniciar na prática com os produtores a partir de 2014, está em processo de planejamento e envolve, por exemplo, a utilização do plantio direto, proteção de fontes e nascentes, recuperação de florestas e matas ciliares, integração lavoura-pecuária-floresta, conservação de estradas rurais, práticas de controle de erosão, aplicação correta de agrotóxicos etc. "O plano será realizado junto aos agricultores, produtores, prefeituras, cooperativas, empresas e diversas outras entidades", conclui o coordenador. (V.L.)

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