Umuarama Médico-veterinário, vice-governador e secretário da Agricultura do Paraná, Orlando Pessuti, quer reestruturar a Seab e empresas vinculadas. Diz que sem os recursos humanos adequados, não há como executar com eficiência programas e ações de desenvolvimento agropecuário. Segundo o novo secretário, a Seab perdeu dezenas de técnicos nos últimos anos e não houve contratação de novos funcionários. Em Umuarama, quarta-feira, Pessuti falou a este jornal sobre os planos para a agricultura paranaense.

Folha - O atual governo vai manter programas do Jaime Lerner?

Pessuti - Sim, os bons programas, aqueles que estão dando resultado, serão mantidos e incrementados. O Paraná 12 Meses tem US$ 110 mil do Banco Mundial para investir nos próximos 4 anos. Também daremos sequência ao programa Fábrica do Agricultor - que incentiva a transformação de produtos e agregação de renda para os pequenos produtores rurais - e ao programa de controle de doenças animais e vegetais e o Programa de Rastreabilidade de Bovinos.

Folha - E programas como o Panela Cheia?

Pessuti - O Panela Cheia virá embutido numa série de programas e ações para ajudar o pequeno agricultor a produzir. Não vamos adotar a equivalência-produto como no governo anterior do Requião por entender que agora não há necessidade. A equivalência foi adotada para proteger os produtores dos juros altos. Agora os juros dos financiamentos estão baixos. O governo pretende oferecer acesso a créditos, implementação de um programa de preço mínimo, participação no custeio da safra e outras medidas. O governo também vai priorizar um programa de apoio aos produtores de leite com uma série de ações para melhorar a sanidade, a qualidade e a rentabilidade do leite produzido no Paraná. Também lançaremos um programa próprio de incentivo à agricultura familiar.

Folha - O Programa Arenito Nova Fronteira tem a aval do novo governo?

Pessuti - Sim, claro. Iniciativas como esta surgida na região de Umuarama devem ser apoiadas sempre. O programa é um exemplo de força e desenvolvimento. O Noroeste apostou na integração lavoura-pecuária para dar a volta por cima e está provando que tem potencial.

Folha - Qual a prioridade máxima?

Pessuti - Contratar pessoal qualificado. Repor os quadros técnicos da Seab, da Emater, do Iapar, da Codapar e outras empresas vinculadas importantes no trabalho de assistência técnica, pesquisa, tecnologia e fiscalização é necessário e urgente, porque a defasagem é muito grande e começa a comprometer o funcionamento desses órgãos. A Emater e o Iapar não contratam pessoal há mais de 11 anos. Principal empresa de apoio aos agricultor, a Emater ainda não um escritório ou pelo menos um técnico em vários municípios. Estamos fazendo um levantamento do déficit em todas as empresas vinculadas e realizaremos concursos o mais breve possível, começando pela Emater.

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