Francisco Simioni, chefe do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), destaca que a agricultura familiar é muito importante para o agronegócio do Estado e explica que há três níveis de produção familiar no Paraná.
O primeiro, chamado de grupo A, são aqueles produtores assentados da reforma agrária, que é a base da pirâmide. Segundo Simioni, este é o grupo com o menor índice de capacidade de investimento. O grupo B são aqueles agricultores familiares com renda bruta pequena que necessitam de um acompanhamento constante, mas, segundo ele, carecem de menos apoio em relação ao grupo anterior.
Já o grupo C é formado por produtores consolidados na atividade, que possuem financiamentos à disposição e são associados a alguma federação ou cooperativa. Neste grupo, observa Simioni, a organização dos produtores é bem maior. "No Paraná, o agricultor sabe produzir", observa o chefe do Deral.
No cultivo de fumo, a agricultura familiar detém no Estado 100% da produção. Outro produto de destaque é o feijão, com uma participação que pode chegar a 80%. Grandes commodities, a exemplo do milho, chegam a representar até 50% da produção. (R.M.)

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