Essa gente dá duro
Embora pareça fácil a opção de vida de Relinde e Engelbert, essa gente dá duro. Acordam cedo, trabalham o dia todo e lutam para preservar a opção de viver do que produzem. Ás seis da manhã estão de pé e têm o hábito, diário, de andar descalços na grama molhada. Uma maneira de recuperar energias, explicam.
''Foi um pastor da Alemanha que ensinou. Isso faz um tipo de massagem nos pés, onde estão pontos que comandam todo o organismo. Mesmo no inverno, quando a grama está mais gelada, caminhamos todos os dias'', garante.
Depois da caminhada, um banho frio para manter a boa circulação no corpo. O café da manhã tem pão de centeio, queijos de vários tipos - inclusive com o leite de cabras criadas na propriedade -, e chás com ervas medicinais, cultivadas na horta da casa.
Quase toda a alimentação do casal é feita com base no que produzem. ''Aproveitamentos frutas, verduras e ervas, conservando ou congelando, evitando ao máximo os conservantes químicos'', conta Relinde. Nova caminhada é feita no final do dia, por ''sagrados'' 40 minutos, com os cachorros que criam na propriedade. Á noite, depois do jantar, regado sempre a uma taça de vinho, o casal vê notícias e dorme cedo.
Quando a doença de Engelbert foi diagnosticada a previsão dos médicos foi de de 5 a 15 anos de vida. Relinde garante que depois que chegaram ao Brasil o marido nunca mais voltou a usar medicamentos químicos para o fígado. Toma apenas uma pílula para a diabetes que apareceu há algum tempo. O consumo de chás naturais e o tipo de vida, segundo a mulher, é que tem garantido a saúde do marido. ''Há quatro anos que nem gripe pegamos'', conta.
Mas a vida do casal não é só de boa alimentação e caminhadas. O trabalho duro e a disciplina, segundo eles, também colabora para a saúde do corpo e da mente. Como contam apenas com um empregado todo o serviço da propriedade é dividido. ''A nossa rotina não é um paraíso. Se chove, ou se é domingo, temos coisas a fazer, tratar dos animais e muito trabalho. O mais importante é manter uma disciplina,'' conta Relinde, que faz questão de afirmar que mesmo com muito trabalho, ''a vida ao natural com menos lucro ainda vale mais.''(C.B.)





