Aspectos agronômicos: Planta da família celastraceae, nativa da América do Sul: Argentina, Uruguai, Paraguai e região Sul do Brasil até São Paulo e Mato Grosso do Sul. Árvore perene, de clima subtropical a temperado. Espécie de sombra/ sub-bosque, mas que se adapta a pleno sol (CPQBA - UNICAMP, 1990; Correa et. Al., 1991). Ocorre em formações florestais ao longo de cursos de água de São Paulo ao Rio Grande do Sul.

Desenvolve-se bem em diversos tipos de solo, mas prefere os de fertilidade mediana, com bom teor de matéria orgânica (aluviões). Pode ser cultivada em solos pesados, desde que não permanentemente alagados. Adapta-se bem em plantios em matas ciliares na meia encosta.

Propaga-se por sementes, que possuem pouca longevidade (aprox. 20 dias). Pode-se ainda obter mudas coletadas na mata, sob plantas adultas, que são resultado de ressemeadura natural ou de brotação de meristemas de raízes. Outras formas de propagação são a micropropagação por cultura de meristema e as estaquias de ramos novos ou de raiz (o pegamento por estacas da parte aérea é muito baixo, mesmo com a aplicação de indutores de enraizamento em condições de nebulizador).

O espaçamento deve ser de 1 a 2 m entre plantas e 2 a 3 m entre linhas, sob sol pleno. Em locais sombreados, devemos respeitar o espaço de 1 a 2 m entre plantas e 2 a 4 m entre linhas. Devido ao lento desenvolvimento pode-se realizar plantios intercalares com espécies de maior porte.

A planta pode chegar a 7 - 8 metros com 30 anos. Aos 05 anos atinge 1,2 a 1,6m.

Colheita após 04 a 05 anos do plantio no campo. Deve-se colher apenas 50% das folhas para permitir a recuperação da planta. O ideal é intercalar a colheita na mesma planta a cada 02 anos. Rendimento de aprox. 01 kg de folha seca/pé após o 7º ano (Correa et. Al., 1991).

A temperatura máxima de secagem não deve exceder os 40 a 45ºC.

Histórico: Utilizada pelos índios brasileiros e paraguaios como remédio antitumor, e na Argentina como anti-asmático e anti-séptico. Conhecida no mundo médico desde 1922, pelos trabalhos do Dr. Aluízio Franca (Faculdade de Medicina do Paraná).

Usos terapêuticos: Normalizador das funções gastrointestinais, especialmente como protetor de mucosa (efeito anti-úlcera), gastralgias inespecíficas, dispepsias, hipotonias intestinais, tonificante, laxante suave, cicatrizante.

Princípios ativos: Terpenos (maytesina entre outros), taninos, flavonóides, mucilagens, antocianos, açúcares livres.

Partes utilizadas: Folhas frescas ou secas.

Formas de uso e dosagem: Chá: 10 a 30 gr/litro de água - 03 a 04 xícaras/dia; pó encapsulado: 400 mg 3x/dia.

Tempo de uso: Pelo tempo que se fizer necessário.

Efeitos colaterais: Não há referências na literatura consultada.

Contra-indicações: Gravidez e lactação.

Fonte principal de consulta: ''Cultivo de plantas aromáticas e medicinais'' - IAPAR - Autor: Paulo Guilherme F. Ribeiro; Co-autor: Rui Cépil Diniz - Livro em fase de conclusão para publicação.

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