Em 1996, a Copavi resolveu retomar o plantio de cana, destinando 35 hectares para o cultivo orgânico da planta. Por mês, são processadas cerca de 10 toneladas do produto que emprega 11 pessoas entre a lavoura e a agroindústria. Diariamente são produzidos açúcar mascavo, melado e rapadura, comercializados para atacadistas de todo o Brasil.
Ele calcula uma produção anual de 15 mil litros de cachaça, sendo que 80% da bebida é destinada à exportação. Por meio do projeto Comércio Justo, das Nações Unidas, este ano, 3 mil garrafas foram vendidas para um grupo de Málaga, na Espanha, e outras duas remessas estão previstas até o ano que vem.
A bebida preferida dos espanhóis, assinala Stronzake, é aquela envelhecida nos tonéis de amendoim, de cor clara. ''Já o mercado brasileiro prefere os tonéis de carvalho, mais amarelos'', diz. Embalada quinzenalmente em vidros rotulados, a cachaça exportada rende até 50% de lucro para a cooperativa, pois é livre de impostos. Já o produto vendido no Brasil tem margem de lucro de 15%. ''O valor para venda varia de R$ 10 para a marca nacional a US$ 4 (R$ 9,72 pelo câmbio desta semana), a marca importada'', conclui. (M.G.)

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