Escolha da semente exige conhecimento
''Boas sementes refletem em bons frutos''. A afirmação é de Iwao Miyamoto, presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem). Segundo ele, muitos fatores podem proporcionar bons resultados na safra - tecnologia, insumos adequados, clima - mas a semente é um dos principais. ''O produtor investe em tanta coisa no cultivo de soja, não pode deixar de investir em sementes'', sugere Miyamoto.
Atualmente estão resgistradas no Ministério da Agricultura e do Abastecimento (Mapa) cerca de 750 variedades de semente de soja. Dessas, 450 são transgênicas. As opções são muitas. Nem sempre o produtor consegue fazer uma boa escolha. Segundo o presidente da Abrasem, para decidir qual a melhor semente que se deve cultivar em cada área, o produtor precisa de assistência técnica. No Paraná, circulam perto de 150 cultivares, sendo que as mais cultivadas somam 75. No norte do Paraná, são produzidas 45 cultivares, conforme dados da Abrasem.
''Ter uma gama maior de variedades é bom, mas às vezes o agricultor fica perdido. Por isso, a escolha deve ser via assistência'', ressalta ele, frisando que um técnico capacitado fará uma avaliação de solo, clima da região com previsões meteorológicas, para definir qual variedade deve ser plantada. E revela que a tendência do momento são as cultivares de alta produtividade, de ciclo indeterminado e tolerante ao acamamento. Conforme a Abrasem, mais de 30 empresas disponibilizam sementes no País. Cerca de 14 estão no mercado paranaense.
Alerta
Miyamoto alerta para um problema que parece longe de acabar no País: o uso de sementes piratas. Segundo ele, as sementes ilegais que circulam pelas lavouras Brasil afora refletem no volume reduzido da produção, além de transmitirem doenças. Conforme dados da Abrasem, cerca de 60% das sementes que circulam pelo Rio Grande do Sul são piratas. No Paraná, o número cai para 30%; no Mato Grosso, 20%.
''O Mato Grosso, por sua vez, conta com o maior índice de produtividade do País'', reforça Miyamoto. Ressaltando os resultados positivos do uso de sementes de boa procedência, ele frisa que, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão ligado ao Mapa, o estado que mais usa sementes certificadas é o que tem maior índice de produtividade e menores focos de doenças. (E.Z.)





