Ervas indicadas para a entrada da Primavera
É na Primavera (estação começa no dia 21/9) que devemos cuidar do nosso organismo de maneira especial.
Segundo os preceitos desta medicina chinesa, o fígado, órgão associado à primavera, assegura ao indivíduo o fluxo suave do sistema energético, influenciando nossas emoções.
Se o fígado estiver funcionando bem e sua energia fluir, o estado emocional será feliz e a pessoa, de bom-humor, expressará suas emoções livremente.
Se, porém, a energia do fígado estagnar - e não fluir livremente - o emocional será afetado, causando irritabilidade.
A pessoa experimenta sensação de cansaço e, talvez, boceje com frequência; sensação de náusea, queimação de estomago, distensão abdominal (estomago inchado) e diarréia. O estômago é agredido pelo fígado.
Para pessoas que estão predispostas a esses sintomas, sugerimos o uso do dente-de-leão e da erva-doce na entrada da primavera.
Dente-de-leão (Taraxacum officinale), família: Compostas.
É considerada uma planta invasora de hortas e jardins.
Composição química: látex, óleo resina, taraxina e taxacina, princípios fortemente amargo, sais minerais potássio.
Propriedades terapêuticas: indicado para distúrbios da função digestiva hepática biliar e prisão de ventre.
Vermelhidão dos olhos; é indicado para hepatite. Suas folhas são excelentes na dieta dos diabéticos por conter taxicina, um estimulante hepático, justificou-se o uso do dente-de-leão nas doenças crônicas do fígado.
Graças à presença do fotosterol, evita que o corpo acumule colesterol.
Modo de usar: chá infusão das folhas - 3 xícaras de chá ao dia durante 10 dias (adulto).
Decocção da raiz - 3 xícaras de chá antes das principais refeições.
Tintura - 15 gotas diluída em água, 3 vezes ao dia durante 10 dias.
As folhas frescas do dente-de-leão são excelentes para saladas.
A)Infusão ou tisana: despejar água fervendo sobre as ervas, numa vasilha, e deixar repousar (15 minutos). Talos e raízes precisam de mais tempo (20/30 minutos). Esta é a forma mais recomendada para a preparação dos chás por preservar melhor o princípio ativo.
B) Decocção: colocar as ervas na água e cozinha-las (5 a 10 minutos) se são folhas, flores e partes tenras, (15 a 30 minutos) se são talos, cascas e raízes.
Erva-doce(Foeniculum vulgare mill), família: Umbelliferae
A erva-doce vem complementar o tratamento atuado diretamente no estômago órgão afetado pelo fígado. É originária da Europa e foi introduzida no Brasil no início da colonização, encontrando aqui condições ideais para seu desenvolvimento.
Composição química:
Frutos: 10 1 18% de óleo graxo, ácidos oléicos, lenoléico, palmítico e petroselínico.
Óleo essencial 1,5 a 6% funchona (20%), anetol.
Folhas, flavonoides derivados de quercetina.
Propriedades terapêuticas - Devido aos óleos voláteis que contêm, atua no aparelho digestivo relaxando a musculatura estomaquica, aumentando o peristaltismo intestinal. É excelente para dores de cabeça com origem digestiva.
Modo de usar:
Tomar 3 xícaras de chá ao dia durante 10 dias.
Decocção das sementes maduras.
Tintura - 15 gotas diluídas em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias (adulto).
Importante: não ultrapassar a dose diária (três vezes ao dia) nem a periodicidade de 10 dias, pois pode ocasionar efeito contrério.
(*) O autor é especialista em plantas medicinais e idealizador do Herbarium Maximiliano (Campinas/SP). Tel: (019) 3258-4741- 910-32202
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