O técnico da Emater/Embrapa Fernando Adegas, pesquisador de plantas daninhas, destaca que não é o produto que provoca a deriva, mas sim a tecnologia de aplicação - as gotas que saem do pulverizador. ''Gotas muito finas são facilmente levadas pelo vento e vão parar na lavoura do vizinho'', alerta.
Adegas informa que nos últimos anos, houve uma boa evolução nos equipamentos e na tecnologia de aplicação de herbicidas que, se bem utilizados, permitem o desenvolvimento de qualquer tipo de cultura. Ele destaca que o uso de bicos pulverizadores para gotas mais grossas e menores pressões garantem mais eficiência e menos riscos de deriva. De acordo com o pequisador, o produtor precisa entender que a deriva causa prejuízo não só para a lavoura do vizinho. O desvio, no momento da aplicação, resulta numa subdosagem do produto na sua lavoura, reduzindo a eficiência.
Além do uso de equipamentos adequados, é preciso verificar constantemente a situação da máquina. Bicos desgastados e pulverizadores mal regulados também geram prejuízos. Além do investimento em bicos de gotas grossas, o produtor precisa respeitar outras regras de aplicação, como evitar ventos superiores a 6 ou 8 km/hora. O produtor de culturas sensíveis também precisa se proteger, o ideal é instalar quebra-ventos ao redor dos canteiros.
Os danos com a deriva, resalta Adegas são causados não só pelos hebicidas a base de 2,4-D ou de glifosato, mas de qualquer agroquímico. ''A fumaça de agrotóxicos ameaça a segurança ambiental'', frisa.(C.G.)

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