Erosão volta a preocupar Oeste
Erosão volta a preocupar Oeste
Da redação
O excesso de chuvas nos últimos meses e a falta de práticas de conservação do solo nas regiões Norte e Oeste do Estado trazem de volta o problema da erosão. Muitos técnicos e produtores estão preocupados com o rumo que o fenômeno está tomando. Há casos de propriedades que estão com sua capacidade produtiva seriamente comprometida.
Segundo Adalto de Jesus Medina, extensionista do escritório local da Emater de São Miguel do Iguaçu, o problema se agravou porque muitos agricultores rebaixaram os murunduns para aumentar a área cultivada nas propriedades. Em São Miguel do Iguaçu a situação está tão séria que obrigou os produtores e autoridades locais a centralizar seu trabalho na conservação do solo.
Muitos produtores resolveram, por conta própria, fazer o rebaixamento de murunduns. Como resultado, camadas e mais camadas de solo fértil foram carregadas pela água das chuvas, comenta Medina. O técnico acrescenta que já houve casos de propriedades que perderam áreas inteiras por causa da erosão. Perdendo a fertilidade, a terra produz menos e exige mais investimento por parte do produtor, para uma recuperação que pode levar anos. E o agricultor não tem recursos para investir.
ExemploHoje o municipio é exemplo para outras localidades. Desde novembro do ano passado o Conselho Municipal de Desenvolvimento está fazendo um esforço conjunto para resolver o problema. Cerca de 180 produtores em situação irregular foram notificados e orientados sobre como agir corretamente.
A agrônoma Rose Mari de Ré, do Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, em Cascavel, disse que os próprios agricultores criaram este problema. Muitas vezes na ânsia de aproveitar melhor a área de que dispõe, o produtor rebaixa os murunduns. Com curvas de nível de base larga (ondulações mais suaves que os murunduns) é possível plantar e colher também sobre as curvas, usando o maquinário.
O trabalho de conservação do solo é prioridade nos investimentos dos recursos que o município vai receber do Paraná 12 meses. O programa vai destinar R$15.905,00 para as comunidades de Santa Rosa do Ocoí, São José do Ocoí e Santa Cruz do Ocoí, que concentram 60% dos casos de problemas de erosão do município. A conservação de solos também vai exigir recursos da Prefeitura, que deverão ser definidos em breve.





