Equívocos impedem o consumo da carne
A carne suína é a menos consumida pelos brasileiros que a associam de forma equivocada a gordura, colesterol alto e doenças. A professora dos cursos de Nutrição e Gastronomia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Helena Maria Simonard Lourenço, explica que quanto mais firme é a gordura da carne, mais perigosa é para a saúde.
Segundo ela, um dos cortes mais magros do porco é o lombo. Helena esclarece que para qualquer tipo de carne, quanto menos tiver pontos esbranquiçados, menos gordura terá. As costeletas e a bisteca são os cortes do porco com quantidade maior de gordura.
A recomendação dela é que a pessoa consuma no máximo duas vezes por semana cada tipo de carne que inclui frango, porco e boi, com exceção do peixe, que pode ter a quantidade aumentada devido ao baixo nível de gordura. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o peixe seja consumido de três a quatro vezes por semana. Desta forma, o hábito alimentar se assemelha mais à dieta mediterrânea que tem como base frutos do mar, legumes, verduras e cereais.
Só para ter uma base de comparação, a quantidade de colesterol nos cortes de pernil, carré, paleta e costelas é de 69 mg a cada 100 gramas de carne. No frango é de 75 mg, na carne de boi de 99 mg, na carne bovina magra 55 mg e no peixe de 60 mg.
A gordura saturada que deve ser consumida em menor volume, na carne de porco é de 5,77 gramas a cada 100 gramas, no frango é 4,31 gramas, na carne de boi 29,45 gramas, na carne bovina magra 5,56 gramas e no peixe 0,9 gramas.
Ela não aconselha o consumo de embutidos como linguiça, salame, copa e presunto, principalmente, os que tiverem muitos pontos claros de gordura aparente. (A.B.)





