O agricultor Milton de Sordi Junior foi um dos pioneiros no cultivo de hortaliças em Bandeirantes, quando inicou a atividade em 2005. Hoje, sua produção é distribuída para a Central de Abastecimento (Ceasa) de Londrina três vezes por semana. Nos 15 hectares sendo utilizados em sua propriedade, ele possui 11 estufas com produção de tomate, pimentão e pepino, além de aviários, tanques de criação de peixes e alfalfa. ''Também estou cultivando abobrinha brasileira e pimenta americana fora da estufa'', conta.
''Produção de hortaliças é seguro, dá renda e gera fartura na propriedade'', argumenta. Sordi estima que a produção deve se estabilizar no município. Segundo ele, somente há pouco tempo a cidade passou a contar com revenda de insumos para atender a demanda dos olericultores. Atualmente, em sua propriedade, Sordi emprega cerca de 10 funcionários.
O produtor Leonardo Negri deu início a atividade olerícola em janeiro deste ano e já administra sete estufas onde cultiva pepino, pimentão e tomate. ''Estou construindo a oitava e pretendo fazer mais cinco estufas no ano que vêm'', revela. Negri, que é agrônomo e trabalhava com revenda técnica, relata se sentiu estimulado a produzir hortaliças após ouvir os bons resultados obtidos por olericultores em Faxinal. Para evitar problemas causados pela falta ou excesso de água, Negri investiu R$ 10 mil em um sistema automatizado de irrigação. Questionado sobre o medo da concorrência crescente, ele argumenta: ''se o produto tiver qualidade, tem mercado''.
Em cerca de 12 hectares, onde cultiva uva, piscicultura e olericultura, Sebastião Braz Ferreira Santiago gera 28 empregos diretos. O cultivo de hortaliças começou há um ano e já se expandiu para oito estufas. ''A estufa traz segurança ao produtor e garante qualidade ao produto'', ressalta. Sua produção de pimentão, tomate e abobrinha segue, duas vezes por semana, diretamente para a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). Agora aguarda autorização para vender para o Ceasa de Curitiba.
Há dois anos, Santiago passou a comercializar mandioca descascada embalada à vácuo. ''Dessa forma, consigo agregar mais valor ao produto''. Com o sucesso do empreendimento, o produtor está implantando a técnica na abóbora cabotiá. O investimento na máquina de embalamento à vácuo foi de R$ 8 mil. ''A mandioca com casca é vendida de R$ 0,30 a R$ 0,50 o quilo. Embalada, sai entre R$ 1,75 e R$ 2 o quilo'', conta.(M.F.)

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