Segundo o pecuarista Rubens Accorsi o bagaço de laranja in natura tem sido muito disputado pelos pecuaristas do Noroeste do Estado onde estão instaladas duas indústrias de sucos de laranja. Aquela região tem um dos maiores rebanhos bovinos do Paraná. Ele próprio plantou um pomar que foi arrendado a uma dessas indústrias só para ter garantido o fornecimento do material. ‘‘Com as margens apertadas da pecuária não é lógico fornecer produtos nobres para o boi e sim procurar subprodutos e resíduos que possam fazer o mesmo efeito, mas com um custo menor.’’
Com o funcionamento da indústria de sucos da Cooperativa Agropecuária de Rolândia (Corol), em Rolândia, segundo o pecuarista, haverá outra fonte de fornecimento do bagaço in natura. A partir de junho, quando inicia a safra de laranja e o funcionamento da indústria, Accorsi passará a fazer a distribuição do produto a pecuaristas que estejam interessados.
Esse ano, segundo Accorsi, serão disponibilizadas 15 cargas diárias de 13 toneladas. Numa proporção de 30% da dieta animal, esse montante daria para alimentar 20 mil cabeças/dia de animais adultos.
Segundo o pecuarista, num raio de até 150 km da indústria a compra do bagaço de laranja in natura é viável economicamente por causa do frete. Do contrário o pecuarista terá que procurar alternativas da sua região como cana triturada, massa de mandioca, caroço de algodão, resíduos de soja, milho e outros e até aveia em grão, dependendo do preço e da disponibilidade do produto o mais próximo possível da propriedade.

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