As lavouras mais antigas e mais produtivas do sítio de Mario Sato são das variedades pêra rio e folha murcha. As variedades shamouth, navelina e valência foram plantadas recentemente e começarão a produzir somente daqui a três anos. O produtor destina ainda meio hectare para uma variedade de tangerina, a satsuma, pensando justamente na manutenção da oferta de citros ao longo dos 12 meses do ano.
Segundo Sato, a colheita é o processo mais trabalhoso dentro do ciclo produtivo da laranja. Isto porque, explica o agrônomo da Emater Ciro Marcolini, é uma atividade totalmente manual. ''Somente o manejo de pragas e mato já é mecanizado'', informa.
No sítio, a colheita é realizada a cada três meses. Quatro pessoas participam da coleta dos frutos durante três dias na semana ou conforme os pedidos. A variedade pêra rio, destaque na propriedade, tem produzido, em média, seis caixas de 25 quilos (kg) por pé, conforme informa Sato.
Após a colheita, os frutos são transferidos ao barracão onde um grupo de 28 citricultores da região centraliza a entrega da produção. Lá é feita a classificação e venda das laranjas. Um intermediário é responsável pela comercialização do produto nas Centrais de Abastecimento (Ceasa) de Londrina. ''Os frutos devem ser consumidos em mesa, mas os refugos (frutos sem boa aparência) são aproveitados pela indústria, na fabricação de suco'', comenta. (M.G.)

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