Com a diferença de apenas vinte e cinco reais no preço da saca beneficiada, o café natural do Paraná deixou de repetir a classificação de campeão da categoria no leilão dos cafés finalistas do Concurso Nacional de Qualidade do Café 2007, promovido pela Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic). A premiação aconteceu no último dia 17, em Porto de Galinhas, no Recife (PE). O lote do produtor Yassumassa Asami, de Marialva, recebeu lance de R$ 1.780,00, da Cooperativa Agropecuária Cocari, ficando com a segunda colocação.
Para o cafeicultor Yassumassa Asami, do Sítio Asami, de Marialva, norte do estado, o segundo lugar é uma conquista da cafeicultura paranaense no cenário dos excelentes cafés arábicas do Brasil. ''Mostra que estamos no caminho certo da qualidade'', diz o produtor.
Asami afirma que ficou surpreso com a premiação, que o coloca entre os melhores do Brasil. Porém, ele tem plena consciência de que o resultado é fruto de sua dedicação à cafeicultura. ''É preciso estar atento ao manejo, com controle de ervas daninhas, evitar o uso de agrotóxicos e fazer adubação verde,'' exemplifica.
O produtor chama atenção para o futuro da cafeicultura no estado. ''O Paraná não tem nada a dever a outros estados. Mas o Espírito Santo, por exemplo, investe pesado no setor, o que faz dele um importante produtor'', opina Asami.
A Bahia, que sagrou-se campeã da categoria natural com o lote de Gilzemar de Souza Bello, de Piatã, obteve R$ 1.805,00 do Consórcio Brasil, integrado pela Café Pele, Café Damasco, Café Bom Dia e Café Toko.
Na classificação geral, ganhou Pedro Bergamo Neto, de Taquarituba, São Paulo, com o lote na categoria cereja descascado tendo o lance de R$ 2.520,00 a saca. Nesta categoria o quarto lugar foi conquistado pelo cafeicultor Ronieri José Mazetto, da Fazenda Natureza , de Tomazina, Norte Pioneiro, com o lance de R$ 1.310,00 a saca.
''A participação paranaense no concurso nacional é resultado de um grande esforço da cadeia produtiva, desde a primeira edição do Concurso Café Qualidade Paraná, em 2000, para tornar competitiva a produção estadual de cafés finos'', afirma o economista Paulo Sérgio Franzini, secretário executivo da Câmara Setorial do Café.
Os candidatos foram definidos em concursos regionais e estaduais. No Paraná, o certame foi realizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio da Emater e Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), e pela Câmara Setorial do Café. O concurso teve apoio do Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Abic, Associação Paranaense de Cafeicultores (Apac), cooperativas, sindicatos e associações de produtores rurais, cooperativas, prefeituras e empresas da cadeia produtiva do setor.

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