O Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV) foi criado em dezembro de 2001 por iniciativa de empresas e entidades do setor de agronegócios. A entidade já definiu um orçamento de US$ 25 milhões a serem investidos ao longo de seus primeiros cinco anos de atividades.
De acordo com o diretor do InpEV, o agrônomo João César Rando, a criação da entidade pode ser vista como experiência inédita no mundo: Países como Alemanha, Estados Unidos e Canadá já evoluíram bastante na atividade, envolvendo a destinação de embalagens vazias de produtos fitossanitários. No Brasil, apesar da menor disponibilidade de recursos, a existência de uma legislação específica sobre o assunto, a união e mobilização de todos os elos da cadeia - agricultores, revendedores, cooperativas, indústria e governo -, geraram uma experiência única, que distribui as responsabilidades.’’
O presidente do InpEV garante que as indústrias estão prontas para receber 100% das embalagens entregues; organizando o recolhimento nas unidades de recebimento, transporte e destinação final; seja para reciclagem ou outras soluções, como o co-processamento para energia ou incineração.
Segundo Rando já estão implantadas 100 unidades de onde serão recolhidas e transportadas para o destino final as 130 milhões de embalagens de agrotóxicos usados por ano no País. O volume representa 27 mil toneladas. Até 2006, a estimativa é de totalizar de 350 a 400 unidades de recebimento (150 Centrais e cerca 200 a 250 postos de recebimento).
Rando avisa que a indústria também irá atuar na área de educação sobre uso correto de agrotóxicos. O objetivo é aumentar a segurança no manuseio das embalagens e evitar que, depois de vazias, sejam utilizadas para fins indevidos e perigosos, ou mesmo que sejam abandonadas no campo ou jogadas em rios, causando poluição ambiental. Além disso, a entidade promoverá ações na área de desenvolvimento tecnológico para identificar e apoiar estudos e pesquisas científicas capazes de aperfeiçoar embalagens de agrotóxicos.
Estão associados ao InpEV as seguintes entidades: Abag, Aenda, Andef, Andav, CNA, OCB, Sindag, Agricur, Agripec, Atta-Kill, Basf, Bayer, Cheminova, Chemotécnica, Crosslink, Dow Agrosciences, Du Pont, Fersol, FMC, Giulini Adolfomer, Griffin, Hokko, Iharabras, Milênia, Monsanto, Nortox, Nufarm, Pilarquim BR, Prentiss, Prtrade, Sinon, Sipcam Agro, Syngenta, Tecnocell, UCB e Uniroyal.

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