Muitas plantas contêm substâncias tóxicas que se forem aumentadas inadvertidamente para torná-las mais resistentes a seus inimigos naturais, podem trazer riscos aos consumidores, alerta o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), com sede em São Paulo. Ocorrência de alergias de origem alimentar que são comuns a cerca de 1% ou 2% dos consumidores, podem atingir até 8% entre crianças, de acordo com pesquisas científicas, podem ser provocadas pela utilização de organismos geneticamente modificados.
O aumento da resistência aos antibióticos, pelo fato de serem usados genes marcadores resistentes a uma determinada substância antibiótica, e o aumento da resistência bacteriana aos antibióticos, como no caso do uso de somatropina bovina recombinante (BST) em vacas leiteiras, pois diminui a resistência dos animais e obriga os produtores a utilizarem mais desses medicamentos nos rebanhos, aumentando os resíduos no leite de consumo, são os outros exemplos de risco à saúde humana feitos pelo Idec.
Aproximadamente 200 indústrias brasileiras e os órgãos de vigilância sanitária já foram alertados pelo Idec, de que a utilização de alimentos geneticamente modificados é precipitada. ‘‘Esses riscos devem ser avaliados e prevenidos para garantir a saúde e segurança dos consumidores’’, observa documento do Idec.
Segundo o órgão, entidades de defesa do consumidor de vários países estão atentos e concordam em vários aspectos sobre a utilização da engenharia genética na produção de alimentos. ‘‘Os produtos que apresentarem riscos injustificáveis devem ser proibidos’’, diz o Idec. ‘‘Todo alimento produzido por engenharia genética deve ser claramente identificado e rotulado, pois a informação na rotulagem é a única forma dos consumidores exercerem plenamente o seu direito de escolha’’, esclarece.

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