Encontro vai discutir criação do boi verde
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sexta-feira, 16 de agosto de 2002
Cláudia Barberato<BR>Reportagem Local 
Além de ouvir palestras e debater um tema bem atual, quem participar do 4º Encontro Nacional do Boi Verde, de 29 a 31 de agosto, em Uberlândia (MG), terá oportunidade de conhecer experiências de dois pecuaristas que afirmam ter bons resultados com a criação.
O primeiro caso é de uma fazenda do sudoeste da Bahia, que faz o consórcio de agricultura/pecuária e a produção do boi verde superprecoce. Os animais são abatidos no máximo com 13 meses de idade, pesando no mínimo 12,5 arrobas.
A outra fazenda, em Minas Gerais, produz boi verde (novilho precoce) a partir da integração de cria, recria e terminação, tudo a pasto. Nessa fazenda pratica-se, há mais de três anos, um sistema de identificação dos animais, orientado pelo Núcleo do Novilho Precoce de MG.
Paulo Cunha, presidente do Sindicato Rural de Uberlândia, entidade promotora do Encontro, afirma que a produção do chamado boi verde pode garantir maior espaço tanto no mercado interno como no exterior. ''O interesse por produtos saudáveis e naturais, com o menor uso de produtos químicos é cada vez maior.''
O boi verde, explica Cunha, é um animal criado a pasto, de boa genética, com suplemento nos períodos de escassez de alimentos (seca), fornecido pela própria pastagem como feno, silagem ou capim cortado. ''Mas criar boi verde não é apenas manter o boi no pasto. Alguns cuidados são necessários com o solo, o capim, a água e o ambiente.''
Com isso, continua Cunha, há menores chances de problemas sanitários, o que reduz a aplicação de medicamentos e o transforma num produto mais ''natural.'' Outra vantagem é evitar barreiras sanitárias impostas ao produto brasileiro.
Serviço: Inscrições para o evento e outras informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3237-3626.


