Para marcar o Dia Mundial da Conservação de Solos, comemorado no dia 15 de abril, o Encontro de Cooperados na Fazenda Experimental Coamo, em Campo Mourão, deu enfoque ao manejo de solo, com uma estação tratando de calagem e gessagem.
Segundo o coordenador da estação, Luiz Cláudio Martim, engenheiro agrônomo do Departamento de Assistência Técnica (Detec) da Coamo Agroindustrial Cooperativa, o processo de calagem e gessagem começa com a análise de solo que deve ser muito bem feita. "Nós temos o programa de agricultura de precisão que faz um raio-x do solo. A preocupação é agregar qualidade no processo para que o produtor tenha bons resultados", considera Martim.
Já o objetivo da estação sobre fosfatagem e museu do solo, um dos destaques no encontro de cooperados, foi mostrar a evolução da agricultura. De acordo com o engenheiro agrônomo Alex Fernandes Carlis, supervisor da Gerência de Assistência Técnica da Coamo e coordenador da estação, foram apresentados dados históricos do solo da região de Campo Mourão, que se remete aos anos 1970, quando era conhecido pelos "3 S" – sapê, saúva e samambaia. "Preservamos aqui na Fazenda Experimental uma parcela do que era o solo naquela época. Quando olhamos as lavouras ao redor é visível a diferença. Devido aos investimentos realizados e ao uso de novas tecnologias, a fertilidade do solo melhorou e muito, e prova disso são as produtividades que os cooperados de todas as regiões da Coamo vêm alcançando", pondera.
Segundo o agrônomo, há uma tendência em se esquecer dos trabalhos realizados para melhorar a condição do solo, porém é importante comparar os resultados antigos com os atuais. "Tínhamos um solo de pouca fertilidade e uma vegetação pobre, e olha no que transformou. Isso mostra a importância de continuar investindo para a manutenção da fertilidade", destaca Carlis. Ele acrescenta que na parcela preservada originalmente as condições do solo pioraram ainda mais. "Sem os tratos culturais necessários o solo empobreceu novamente e não é isso o que queremos", frisa.
O agrônomo revela ainda que um novo experimento, iniciado em 2012, está sendo trabalhado na Fazenda Experimental e que seguirá até 2017 com o objetivo de responder dúvidas, principalmente em relação à fosfatagem do solo. "A agricultura moderna é dinâmica e precisamos pensar nas demandas existentes e nas que possivelmente poderão surgir. A evolução foi graças a um conjunto de ações da pesquisa, da assistência técnica e da adoção dos cooperados."
O professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM) Marcelo Augusto Batista observa que o museu do solo mostra claramente que sem a utilização da calagem e fosfatagem não seria possível atingir as produtividades atuais. "O importante é que cada produtor conheça o seu solo e que faça as correções necessárias", diz.

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