A necessidade de diretrizes políticas agrícolas de longo prazo para o setor algodoeiro, que englobem medidas de redução da tributação e incentivo à comercialização, foi apontada como o principal problema do setor durante o 1º Encontro da Cultura do Algodão do Cone Sul, realizado pela FMC do Brasil.
Foram quatro dias, em que cerca de 130 profissionais que trabalham com a cultura do algodão no Brasil, Argentina, Bolívia e Paraguai estiveram reunidos em Foz do Iguaçu, para discutir os problemas e apontar alternativas para o setor.
Diversos temas estiveram em discussão. Dentre eles destacam-se os benefícios oferecidos ao mercado pelo setor algodoeiro, como a geração de empregos, e a viabilização de formas de pagamento diferenciados ao produtor pela qualidade da fibra. Também foram abordados o incentivo à exportação da matéria-prima e de produtos industrializados, a necessidade de maior utilização do produto brasileiro pela indústria nacional e a redução da alíquota de importação de insumos utilizados na cultura.
O representante do Ministério da Agricultura, Sávio Rafael Pereira, declarou durante o evento que o governo vem tomando medidas para que o setor possa concorrer com o produto importado. Ele destacou o custeio de R$300 mil por produtor, a elevação da tarifa de importação de 3% para 6%, a eliminação do ICMS nas exportações e a abertura de um crédito de US$400 milhões para a compra de algodão brasileiro pela a indústria.

mockup