Encontro debate doenças
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 21 de agosto de 1998
Marcos Zanatta 
O crescimento desordenado da piscicultura comercial no Brasil e os riscos das doenças em peixes criados em cativeiro serão debatidos de 21 a 24 de setembro em Maringá, durante o 5º Encontro Brasileiro de Patologistas de Organismos Aquáticos (Enbrapoa). O evento deve reunir mais de 500 profissionais ligados a atividade no Brasil e exterior. A maior preocupação dos pesquisadores é de levar até os criadores as técnicas de manejo que vão garantir a sanidade dos peixes.
Entre os principais temas a serem debatidos estão os problemas da introdução de espécies exóticas, a proliferação dos pesqueiros tipo pesque-pague, o uso indiscriminado de antibiótico e outras drogas, a necessidade do atestado sanitário e da técnica de quarentena, e a ausência de uma política governamental para o setor. A idéia, explica o professor Gilberto Cezar Pavanelli, presidente da Associação Brasileira de Patologistas em Organismos Aquáticos (Abrapoa), é promover um fórum para o debate das técnicas apropriadas para a aquicultura.
Ele lembra que apesar do Brasil tem um grande potencial, falta uma política adequada para garantir a exploração correta da atividade. Os criadores precisam estar cientes dos riscos de um manejo inadequado, que pode gerar grandes prejuízos, alerta. O encontro vai debater também as pesquisas realizadas por diversas instituições brasileiras e de outros países na aquicultura, e como promover um crescimento ordenado do setor. Junto com o 5ª Enbrapoa, será realizado ainda o 1º Encontro Latino Americano de Patologistas em Organismos Aquáticos, com técnicos de países vizinhos.
Serviço: Abrapoa - fone (044) 263-5964 - E-mail: [email protected]


