Fomentada atualmente pelo Pronaf e pelo Programa Paraná 12 Meses, do governo estadual, a sericicultura teve seu auge no Estado na década de 1990, quando a produção chegou a 14 milhões de quilos de casulos. Em 2003, recorda o técnico Oswaldo Pádua, da Emater, teve início a revitalização da atividade, com os investimentos das empresas de fiação no Paraná. ‘‘A demanda foi tanta que incentivou a entrada de mil novos produtores na atividade’’, declara Pádua.
  Segundo ele, o ano passado foi o melhor momento para a sericicultura paranaense. ‘‘Muitos agricultores que haviam abandonado a criação para plantar mandioca voltaram a cuidar do bicho-da-seda’’, ressalta. Além da boa remuneração, as empresas garantem também novas tecnologias de produção, como cultivares de amora mais produtivas e banco genético de larvas renovado, assinala o técnico.
  De acordo com Pádua, as lavouras de amoreira são essencialmente orgânicas e não há pragas ou doenças que limitem a criação. ‘‘Como a amoreira é podada a cada 75 dias, não dá muita praga. Além disso, a pesquisa tem trabalhado no desenvolvimento de cultivares resistentes às principais doenças’’, afirma.
  Para implantar a atividade, sugere Pádua, o ideal é reaproveitar madeiramento já existente no sítio para diminuir custos. ‘‘Hoje as próprias empresas que fornecem as lagartas financiam a compra de equipamentos como barracões e bosques’’, aponta. Segundo Pádua, quatro caixas de bicho-da-seda são suficientes para uma família viver exclusivamente da sericicultura. (M.G.)

mockup