Empresa testa novos híbridos no Estado
Até no ano passado, havia apenas uma empresa no País com regulamentação para oferecer híbridos de canola. Agora, mais dois fornecedores conseguiram licença para a venda dos materiais e as empresas de biodiesel já iniciaram os testes para saber quais deles são mais interessantes para o plantio no Estado, inclusive avaliando a produtividade.
A BSBios, por exemplo, traçará um perfil destes novos produtos. A empresa iniciou o plantio de três áreas experimentais nas regiões Noroeste, em parceria com a Unicesumar e Universidade Estadual de Maringá (UEM), Oeste, em convênio com a Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Toledo e em Ponta Grossa, ainda sem instituição definida. "Vamos conseguir identificar as características agronômicas de cada um dos produtos, compará-los, e depois avaliar quais deles terá melhor adaptação e produtividade no Paraná", explica o engenheiro agrônomo da BSBios, Raul Trevizan.
Os materiais genéticos são oriundos da Argentina e Austrália e o trabalho de avaliação segue até a colheita dos resultados da safra atual. Para Raul, um dos principais benefícios da canola é sua entrada na rotação de culturas, junto com o trigo, milho safrinha ou outras gramíneas. "Além disso, ela tem um manejo bem mais simples do que o trigo, por exemplo. Há algumas exigências no plantio, mas depois uma condução técnica tranquila."
Os grãos plantados do paraná possuem média de 38% a 40% de óleo, mas este percentual ainda não é computado na formação de preços. "Isso ainda não é avaliado, mas certamente no futuro poderá se tornar pré-requisito de qualidade", aposta Trevizan. (V.L.)






