A Bosio Ordenhadeiras, de Londrina, acaba de inaugurar, em Bom Despacho (MG), o seu segundo Centro de Treinamento voltado para formação de ordenhadores e técnicos em ordenha mecânica. O primeiro Centro de Treinamento foi implantado em novembro de 2002 em Cascavel.
''Estamos cumprindo parte do papel que cabe à iniciativa privada de transformar e profissionalizar o negócio leite no país'', diz Fabiano Amaro, diretor presidente da empresa.
Os centros de treinamentos têm uma sala de ordenha, equipamentos e tanques de refrigeração, além de um espaço reservado para aulas. A oferta desta estrutura, segundo a assessoria da empresa, faz parte de um projeto que deverá funcionar até 2004, somando a construção de seis centros de treinamento.
O projeto deve contemplar também, até o final do ano, outras duas unidades, uma em Goiás e uma outra no Paraná. As duas unidades restantes deverão ser implantadas nas regiões centro-oeste e sudeste do País.
Segundo Fabiano Amaro, a carência de orientação técnica no segmento é grande e deve se mostrar maior ainda com a entrada em vigor das exigências contidas na Instrução Normativa 51, conjunto de normas que regulamentará a produção e transporte de leite no Brasil daqui a dois anos.
Diante desse quadro, explica Amaro, é que a empresa passou a adotar serviços diferenciados dentro de sua política de proximidade com o produtor. ''A venda de equipamentos de ordenha não se encerra com a entrega do produto. É a partir desse momento que disponibilizamos recursos para o produtor fazer o melhor aproveitamento possível do investimento'', garante.
Fabiano Amaro lembra que o ordenhador exerce um dos papéis mais importantes na atividade leiteira, mas muitas vezes não está bem treinado para isso: ''Os Centros de Treinamento estão funcionando para atender a essa demanda'', cita.
Ao analisar o atual momento do setor, Amaro mostra-se otimista pelo viés das perspectivas de crescimento. Prova disso está nos próprios números que o setor representa: R$ 7 bilhões em faturamento dentro da porteira da fazenda, R$ 10 bilhões fora da porteira e R$ 2 bilhões em tributos pagos ao governo ao ano. Ao mesmo tempo, lembra que enquanto o setor leiteiro brasileiro emprega mais que construção civil, indústria têxtil e indústria automobilística, o potencial mundial do setor representa um consumo de 550 bilhões de litros/ano, volume que poderá crescer ainda mais com as novas políticas nutricionais adotadas em alguns países do Oriente, como a China, que vem importando leite brasileiro.
''Na realidade trata-se de um cenário favorável para quem pretende continuar e seguir investindo no leite'', completa.

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