Empresa investe na orientação e prevenção
Instalada no Paraná em 1934, a Klabin desenvolve desde 2001 um sistema de controle e monitoramento da vespa-da-madeira. Mariane Bueno de Camargo, especialista em pragas e doenças da empresa, explica que tudo começa com a subdivisão das áreas de cultivo em talhões de 50 hectares cada. A seguir é traçado um plano de monitoramento de detecção, com três equipes de duas pessoas.
Quando houver um ataque da vespa superior a 2% por área, o controle já é acionado. "A praga está sob controle em nossa área, mas nem todos os produtores fazem o devido manejo", lamenta a especialista. Ela acrescenta que todo ano a empresa faz o monitoramento de sua área plantada. Para os fornecedores, formados em sua maioria de pequenos produtores, a empresa não presta serviços, mas dá treinamento.
Mariane completa que a tarefa de orientação e prevenção também compete à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Hoje a média de ataque pela vespa na Klabin em uma área de 67 mil hectares de Pinus é de 0,8%, índice relativamente baixo, na avaliação da especialista. Ao todo, segundo o último levantamento da empresa realizado em 2012, a Klabin possui 135,22 mil hectares de floresta plantada de Pinus e Eucaliptos.
Monitoramento
De acordo com a fiscal de sanidade florestal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Marlene Soranso, o Estado realiza todo o monitoramento e fiscalização das áreas de florestas com base na Resolução 115/2007, que adota medidas sanitárias para pragas quarentenárias no cultivo de Pinus e Eucaliptos. Ela salienta que os produtores que avistarem áreas que não estão cumprindo à legislação, devem procurar as unidades da Adapar. (R.M.)





