Emprego de tecnologia impulsiona o plantio
A produção de canola teve início no País há mais de três décadas e tem sido impulsionada nos últimos anos pela geração de tecnologia. Conforme Gilberto Omar Tomm, pesquisador da Embrapa Trigo, em Passo Fundo (RS), onde se concentra a pesquisa com o grão no País, a tendência é que o plantio da canola cresça significativamente ano a ano.
No Sul, segundo ele, a cultura já está mais estabelecida, mas no Paraná, por exemplo, a entidade tem atuado fortemente para expandir a área plantada. E tem tido resultado: esse ano a área dobrou se comparado ao ano passado. ''A tendência é mesmo crescer. E temos visto que a canola tem chegado a estados como Goiás, Minas e até a Paraíba'', ressalta o pesquisador, destacando que isso é fundamental para mostrar que os materiais utilizados atualmente podem ser plantados até próximo da linha do equador.
''Essa é uma oportunidade imensa para o Brasil tanto para a economia quanto para a produção de alimentos'', frisa Tomm. Ele acrescenta que toda semente plantada no País é importada. ''Não existe semente brasileira e vai demorar para ter porque é caro para desenvolver um varidade nossa e também porque os materiais que existem no mercado servem para o Brasil'', conta.
Apesar disso, ele adianta que a entidade está em fase de importação de germoplasma, com características que servem para o Brasil e que poderão contribuir para as pesquisas com híbridos nacionais. Por enquanto, segundo ele, as pesquisas englobam um conjunto de tecnologias para melhorar o manejo da cultura.
''A ideia é melhorar a produção dos híbridos importados'', reforça. Entre os esforços, o corte enleirado, em substituição à colheita direta, que consiste em colher o grãos com pelo menos 10 dias de antecedência e assim minimizar perdas causadas por fungos, insentos e até tombamento de plantas pela ação de ventos.
Tomm destaca que o governo federal também tem estimulado a produção de canola. Por meio do Programa Nacional de Biodiesel, o governo tem sugerido a diversificação de culturas oleaginosas. Para o pesquisador isso tem um efeito muito positivo porque o óleo da canola, por exemplo, é bem melhor para a saúde humana e o grão é importante para a rotação de culturas. Quanto a questões técnicas, Tomm reforça que o plantio e colheita da canola exige, sim, cuidados especiais, mas podem ser efetuados com as mesmas máquinas utilizadas para outros grãos, como o trigo. (E.Z.)





