Empreendedor Rural 2004
PUBLICAÇÃO
sábado, 31 de janeiro de 2004
Reportagem Local 
No ano passado, projetos montados em salas de aula, a partir de diagnósticos das propriedades, mudaram a vida de pequenos e médios produtores.
O grande desafio dos produtores não é mais como criar um animal ou cultivar uma planta. É como ganhar dinheiro com a atividade. Pensando nisso e na disseminação de uma visão de atividade rural sustentável, que vai além do planejamento imediatista, é que o Sebrae/PR e Senar/PR realizam este ano, em todo o Estado, novas turmas do programa Empreendedor Rural.
O programa tem como objetivo reunir produtores de grandes, médias e pequenas propriedades em encontros semanais para abordar temas como globalização e política agrícola, desenvolvimento de competências pessoais, estratégias de comercialização e financiamento da produção, gestão ambiental, matemática financeira, orçamentação e fluxo de caixa.
Na semana passada, líderes ligados às instituições de fomento do setor estiveram reunidos em Londrina para receber informações sobre o programa e disseminá-lo entre os produtores rurais.
Para a instrutora Gisele Turquino, o produtor paranaense é um empreendedor nato, mas não pode deixar de se capacitar para melhorar mais e enfrentar dificuldades que o mercado lhe impõe.
A participação no programa é gratuita e vai envolver 125 turmas com 30 pessoas cada uma em todo o Estado no primeiro semestre do ano. As inscrições estão abertas e se encerram no dia 16 de fevereiro. Elas podem ser feitas nos sindicatos rurais ou no Senar.
Para a região de Londrina serão abertas turmas em 13 cidades: Londrina, Ibiporã, Jataizinho, Uraí, Assai, Cornélio Procópio, Tamarana, Cambé , Rolândia, Apucarana, Porecatu e Marilândia do Sul.
Na opinião de Gervásio Vieira, engenheiro agrônomo da Emater, a iniciativa deste programa é muito importante para transmitir conhecimento de negócio ao produtor. ''O que está faltando ao empreender é ter acesso a conhecimentos para que tenha uma segurança do seu negócio. Chega uma hora em que é necessário tomar decisões como o que plantar e qual quantidade plantar. Já foi o tempo em que bastava ter dinheiro no bolso e vontade de trabalhar para ter sucesso''.
Concentração - Segundo dados do IBGE, entre 1970 e 1997, o Paraná perdeu 180 mil propriedades agrícolas. Elas simplesmente deixaram de existir. ''Isso aconteceu porque as famílias não conseguiram mais tirar a subsistência da terra ou precisaram vender a terra para pagar dívidas geradas com as tentativas de subsistência''.
Para as pequenas propriedades, este programa irá auxiliar as famílias a investirem de acordo com o perfil da sua terra, das pessoas que vão trabalhar e com análises do próprio mercado. Este conhecimento é fundamental para que o produtor de hoje continue a sê-lo amanhã.


