Emissões do agronegócio só perdem para o setor de energia
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sábado, 09 de janeiro de 2016
Ricardo Maia<br>Reportagem Local 
Segundo dados da Secretaria do Meio Ambiente do Paraná (Sema), o agronegócio representa 38% das emissões de gases nocivos à natureza, perdendo somente para o setor de energia, com uma representatividade de 49%, de acordo com dados obtidos em 2012. Vitor Hugo Fucci, assessor técnico da coordenadoria de mudanças climáticas da Sema, afirma que os dejetos dos animais é o que mais causa emissões de gases no setor agropecuário.
Conforme ele, é preciso saber manejar esses dejetos de forma que sejam destinados aos locais indicados. O uso do biodigestor é uma das saídas para eliminar os excrementos do meio ambiente. Fucci completa que na pecuária extensiva é mais difícil haver um controle, mas que o produtor pode aprender a manejar, preservando principalmente os recursos hídricos.
O uso da integração lavoura, pecuária e floresta (iLPF) pode ajudar a trazer a sustentabilidade para a pecuária paranaense. O sistema ajuda na recuperação de pastagens degradadas por meio da rotação de culturas. Ainda segundo Fucci, o uso da tecnologia no sistema produtivo ajuda e muito a tornar o agronegócio menos agressivo ao meio ambiente.
Corresponsável
Para o produtor da região de Maringá Otávio Dalogo, conservar e restaurar as áreas de preservação é essencial para manter um meio ambiente equilibrado, mas destaca que os agricultores não têm condições sozinhos de arcarem com a responsabilidade.
Ele afirma que cabe ao governo dar o apoio financeiro para que o agricultor faça e mantenha as áreas de preservação. "O agricultor já compra uma propriedade cara." Por causa disso, na opinião de Dalogo, os produtores deveriam receber uma mensalidade para cuidar dessas áreas. Hoje, Dalogo possui 9,6 hectares de área de preservação.


