Linguiças, salames, chouriço, cudiguim são subprodutos do porco muito apreciados pela população brasileira. A exposição dos produtos nas gôndolas dos supermercados ou nos açougues desperta o apetite e a vontade de tê-los à mesa, apesar dos mitos de prejuízos à saúde.
O comerciante Júlio César Leonardi possui uma indústria de embutidos em São Martinho, distrito de Rolândia. Ele processa mensalmente cinco mil quilos de carne suína na fabricação de salames, cinco tipos de linguiça, lombo, costelinha e joelho defumados, pertences para feijoada e cudiguim, além de carne in natura. Leonardi garante que sua produção é especializada, o que reflete nos preços dos embutidos.
Alheio a preconceitos, o empresário não reclama das vendas, tudo o que produz tem mercado certo. Parte da produção de Leonardi é vendida no seu estabelecimento em São Martinho, mas o maior volume, cerca de 80%, é revendido para restaurantes e residências em Londrina. A regra básica para produtos com qualidade é ''conhecer a procedência'', sugere. Ele destaca os cuidados com a produção e por isso só compra de granjas e leva os animais para abate em frigoríficos inspecionados. ''Atualmente, o tratamento dos animais é bastante especializado. Na alimentação, a base é o milho'', tranquiliza. (R.C.)

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