Em comemoração aos 27 anos da Embrapa Soja, em Londrina, a instituição inaugurou na terça-feira passada o Laboratório de Biotecnologia do Solo, onde serão desenvolvidas as atividades do Projeto Genoma Brasileiro e do Projeto Genoma do Paraná (Genopar). O novo laboratório integra a Rede Nacional do Projeto Genoma Brasileiro, composto por 25 instituições e um centro de bioinformática. O objetivo é somar esforços para avançar nas pesquisas de sequenciamento de genomas no Brasil.
A Embrapa investiu R$ 250 mil na construção do prédio de 380 metros quadrados que vai abrigar o laboratório. Por intermédio dos dois projetos Genoma, a Embrapa Soja receberá R$ 1 milhão para a compra de equipamentos, material de consumo e capacitação de profissionais.
A cerimônia de inauguração do laboratório contou com a presença do pesquisador Andrew J. G. Simpson, coordenador do Projeto Genoma Brasileiro. Ele proferiu palestra sobre as atividades da Rede Nacional, evidenciando que o modelo brasileiro, envolvendo pesquisadores de diversas regiões, é inovador e tem sido copiado por outros países.
Pesquisa paranaenseO primeiro trabalho da rede que contou com a participação de pesquisadores da Embrapa Soja foi o sequenciamento da bactéria Chromobacterium violaceum, obtido no ano passado. Esse organismo tem atividade contra a Doença de Chagas, a malária, apresenta propriedades antibióticas e permite a produção de plástico biodegradável, entre outras funções.
A Embrapa Soja também faz parte do Genopar, que está sequenciando a bactéria Herbaspirillum seropedicae, responsável pela fixação de nitrogênio no milho, trigo e outras culturas que compõem o sistema de rotação com a soja no Paraná. O coordenador do projeto e professor da Universidade Federal do Paraná, Fábio Pedrosa, também participou do evento proferindo palestra sobre o trabalho do Genopar.

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