Embrapa pesquisa imagens geradas por drones
A Embrapa Soja tem ajudado no aperfeiçoamento do monitoramento aéreo. Décio Gazzoni, pesquisador da unidade, explica que a Embrapa Instrumentação trabalha no desenvolvimento de hardware e as outras unidades com o software que gerencia os dados e as imagens. A de Londrina, afirma ele, tem ajudado na calibração das leituras das imagens recolhidas em campo.
Gazzoni destaca que as imagens ajudam a identificar também as deficiências em nutrientes, índice de faixa vegetativa e também na verificação de alto ou baixo teor de clorofila, diagnosticado pela intensidade da cor das plantas. "Esses equipamentos também vão ser de grande ajuda para a pesquisa", salienta o pesquisador da Embrapa Soja.
Os drones, segundo ele, não servem apenas para monitorar o desenvolvimento da lavoura, mas também podem ser usados na pecuária, no controle de risco de erosão, desmatamento, controle de pragas e doenças e até mesmo como ferramenta colaborativa para a realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR), liberado recentemente pelo Ministério do Meio Ambiente.
Contudo, Gazzoni alerta que o uso desse tipo de ferramenta necessita ser regulamentado pela Anac. "Nos Estados Unidos o uso desse tipo de equipamento é bem rígido. Precisamos de regras para dar orientações tanto para pesquisadores, quanto para produtores", avalia.
Benefícios
O uso de drones na agricultura, complementa Gazzoni, é uma quebra de paradigmas. Segundo o pesquisador, esse tipo de tecnologia estará inserida principalmente em propriedades que estão abertas à inovação. Ele avalia que, à princípio, o produtor economizará com o uso de carro ou motocicletas utilizadas no monitoramento terrestre. "Além do mais, vai ajudar na falta de mão de obra", observa.
No futuro, completa Gazzoni, todos irão se beneficiar com a tecnologia, em especial os produtores. Para ele, o uso coletivo desse equipamento, principalmente com o apoio das cooperativas, pode facilitar o acesso do produtor aos Vants. "Mas acredito que isso deverá demorar um pouco." O pesquisador avalia que ainda são necessários ajustes, mesmo depois que a tecnologia estiver estabelecida. "Mas vejo um futuro bem próspero nesse setor, pois é uma tecnologia barata e eficiente." (R.M.)





