A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) lançou durante a feira da Coopavel, um novo método de diagnóstico nutricional da soja em campo, o Fast-K, além da cultivar de feijão preto BRS FP403, de altos rendimento e resistência a doenças. Ambos os produtos visam garantir maior produtividade e eficiência aos produtores.

A pesquisadora Divania de Lima, da área de transferência de tecnologia da Embrapa, diz que o potencial produtivo da soja aumentou muito, mas os produtores não têm acompanhado com a aplicação em linha de potássio. "Os produtores têm feito adubação de potássio a lanço, reduzindo a aplicação na linha de plantio. Esse nutriente que é muito exigido pela planta para ter alta produtividade e é preciso equilíbrio."

Pelo método, um técnico vai a campo e coleta folhas de várias áreas. Individualmente, cada material é pesado em uma pequena balança, macerado, colocado em um pequeno tubo junto a de 20 a 30 ml de água. Com uma fórmula simples, é possível definir se teor de potássio é adequado, se há fome oculta ou se é deficiente. Nos dois últimos, há necessidade de reposição de potássio, com a diferença que a fome oculta indica uma deficiência futura.

5 MIL KG POR HECTARE

Outra novidade é o feijão preto BRS FP403, com potencial de 5 mil kg por hectare, segundo o analista da Embrapa, Marcos Aurélio Marangon. Ainda, o produto tem casca fina, cozinha rápido, oferece caldo grosso e tem alta resistência ao fusário. "É comum um produtor conseguir 2 mil kg por hectare e o alvo hoje são 3 mil kg, mas isso está ultrapassado. Podemos chegar em 5 mil kg, desde que pela aquisição de semente certificada e de um manejo de solo correto, para evitar alumínio, ter bastante palhada e sem compactação", diz. (F.G.)

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