Embrapa lança soja com sabor suave
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sábado, 26 de novembro de 2005
Reportagem Local 
Uma cultivar de soja com sabor mais adocicado do que as tradicionais é a novidade da Embrapa para a alimentação humana. A variedade, que ainda está em fase de registro junto ao Ministério da Agricultura, estará disponível para multiplicação de sementes na próxima safra.
O novo produto foi desenvolvido por intermédio do cruzamento genético tradicional, sem uso da biotecnologia. Essa soja é mais doce porque conseguimos cruzar várias plantas com características desejáveis, como maior teor de sacarose e ácido glutamínico, que melhoram o sabor, explica a pesquisadora Mercedes Panizzi, da Embrapa Soja. Mesmo tendo a presença da enzima lipoxigenase - que confere gosto de feijão cru à soja - a nova cultivar tem sabor agradável, conforme apontaram os testes sensoriais.
A nova soja apresenta sementes grandes, sabor suave, e é ideal para a produção de queijo de soja (tofu), farinhas e extrato (leite). Essa cultivar também pode ser consumida como soja verde ou hortaliça, diz Mercedes. Como hortaliça, a soja é vendida com as vagens presas nos galhos, soltas, ou com os grãos debulhados. É um hábito bastante comum no Japão e pretendemos estimular também no Brasil, completa.
A Embrapa Soja, por meio do melhoramento genético tradicional, já lançou cinco cultivares específicas para a alimentação humana, que podem ser produzidas em sistema orgânico ou convencional. A multiplicação das sementes será feita pela Fundação Meridional de Apoio à Pesquisa em 29 propriedades de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
Além da pesquisa, as instituições pretendem incrementar a divulgação de cultivares para alimentação humana em dias de campo e realizar eventos técnicos para aprofundar o conhecimento de agrônomos da assistência técnica pública e privada. Uma novidade será a contratação de uma culinarista que irá ministrar cursos nos quatro estados. Também serão implantadas unidades de demonstração em vários pontos do Brasil, com destaque para a degustação de produtos à base de soja.
Oleaginosas I
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, instalou, na última segunda-feira, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel. Segundo o ministro, um dos grandes desafios do mundo globalizado é diminuir as diferenças entre ricos e pobres, e para ele a agroenergia tem um papel fundamental neste processo. Construímos uma liderança no setor de etanol e não podemos desperdiçar todo esse conhecimento acumulado, disse.
Oleaginosas II
O presidente da Associação Brasileira de Agribusiness, Carlos Lovateli, foi anunciado presidente da câmara setorial, que terá como secretário-executivo o pesquisador da Embrapa Soja, Décio Gazonni. Para Lovateli, entre os pontos fundamentais a serem trabalhados estão o fomento da produção de outras oleaginosas, o fortalecimento da cadeia produtiva, viabilização econômica do biodiesel, adequação da estrutura tributária, tudo aliado à sustentabilidade ambiental.
Cogumelo I
Brasil e China vão intensificar parceria para impulsionar a produção de cogumelos comestíveis e medicinais no País. O alimento está entre os mais importantes componentes da dieta alimentar da população chinesa, não apenas pelo seu alto teor nutritivo - grande quantidade de proteínas, vitaminas e carboidratos e baixo teor de gordura -, como também por suas propriedades medicinais.
Cogumelo II
Estudos realizados na China, Japão, França e Estados Unidos desde a década de 70 têm demonstrado que o cogumelo pode ser um importante aliado no tratamento complementar de doenças como câncer, lupus, herpes, HPV e até AIDS. Na China, a produção de cogumelos atinge 10 milhões de toneladas por ano e o seu preço é equivalente aos outros legumes e verduras. No Brasil, o alto preço dos cogumelos é o que mais contribui para mantê-los afastados do cardápio de grande parte da população. O consumo per capita no Brasil é de apenas 30g/ano, contra 2 kg na França, por exemplo.


